"Deixa prá lá”

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Uma expressão que ouvimos e/ou usamos muito no nosso dia a dia, não é? “Deixa prá lá”

Essa expressão pode significar muita coisa: tolerância, no sentido de relevar alguma situação ou resultado.

Pode significar desdém, quando não nos importamos com o que nos é apresentado, um erro em um projeto por exemplo.

Pode significar desânimo, quando não temos força para reagir em alguma circunstância e simplesmente aceitamos o que a vida nos apresenta.

Mas o fato é que o deixar prá lá tem reflexos muito sérios, e quando tratamos não só da nossa vida pessoal, mas adentramos no mundo corporativo os reflexos podem ser muito mais graves e muitas vezes desastrosos.

Essa semana eu tive um vôo cancelado, (mais um na minha enorme lista de perrengues), a motivação desse cancelamento foi de que havia uma falha no interfone da aeronave e que não seria possível de reparar por falta de uma peça.

Na cabeça de muitas pessoas garanto que se passou o famoso “deixa prá lá” afinal de contas não é um problema grave, uma falha no freio ou nos motores por exemplo, vamos decolar e bola pra frente.

Mas os controles na aviação são rigorosos e não há espaço para o deixa prá lá e o curioso é que em se tratando de voar, dos rigores nesse meio as pessoas concordam com tais medidas, mas porquê?

Qual a diferença de não decolar um avião com um mero problema de comunicação e sim, dirigir um carro com uma luz de emergência no painel.

Eu respondo a você: CULTURA!

A aviação aprende dia a dia com acidentes ou incidentes e melhora seus controles, suas medidas preventivas, sua re3dundância. Tudo acompanhado de extensos treinamentos e fiscalização rigorosa, tanto das empresas quanto de órgãos reguladores.

Já o dia a dia, faz com que o deixa prá lá seja parte do trabalho, e infelizmente gestores e empresários ratificam essa cultura sem saber que o que resolve no hoje com esta ação cava um poço profundo de riscos e passivos no futuro.

Pense um pouco nos “deixa prá lá” que você tem na sua vida pessoal e profissional e reflita no que isso resulta.

Mude! Isso é Compliance!

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